sábado, 10 de janeiro de 2009

Um mal necessário?

O fim de ano, época de alegria para muitos, natal, amigo oculto, reveillon, férias e tantos outros motivos que podem ser citados. Mas para um pequeno grupo de jovens é talvez a época mais estressante de toda sua vida. É chegada a época do temível vestibular, um ano inteiro de estudos, talvez até mais, será colocado à prova em um único instante.

Um ano todo de trabalho será colocado em prova sem direito a uma segunda chance. Um fracasso naquele momento será uma frustração incrível para o estudante e para os pais. A família espera muito desse jovem, que muitas vezes não tem certeza de que aquele curso que escolheu é o que quer realmente. Ele não pode decepcionar seus pais afinal eles só querem para seu filho o que não tiveram, projetam as vontades de suas vidas na vida daquela pessoa, que mal acabou de sair infância.

O estudante conhece sabe bem de matemática, domina as formulas de física, conhece a historia do Brasil, quase decorou vários livros da literatura brasileira e entende como ninguém as formulas de química. Mas não sabe o que esperar do curso que escolheu. São tantos concorrentes, tantas pessoas que estudaram tanto ou mais que ele, mas alguém tem que passar e porque não pode ser ele?

O vestibular é um modo de seleção ingrato, uma forma desleal de escolha, mas qual outra forma pode ser melhor? O curto tempo para a seleção e o alto custo de uma forma mais detalhada e justa de escolha dos estudantes são os argumentos para a manutenção desse modelo de concurso que no final consegue cumprir bem seu papel de selecionar as próximas cabeças pensantes do Brasil, mesmo os candidatos não tendo idéia do que lhes aguarda na tão sonhada universidade.

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