Estamos sendo invadidos por um amor que não condiz com o verdadeiro sentido dos sentimentos. Alias,não se sente mais o amor,se fala ele para toda e qualquer pessoa e só. Estão banalizando esse sentimento que até algum tempo era quase que um divisor de águas em qualquer relacionamento. Hoje se conhece alguém e em menos de uma semana já existe milhares de juras de amor entre ambos.
São casais que se julgam apaixonados,que amam e desamam com uma facilidade incrível,chega a ser assustadora de tão rápida. São amigos em sites de relacionamentos que trocam juras de amor eternas sem ao menos sentir de fato esse amor. Essas juras são feitas porque é bonito, porque todo mundo diz ou até mesmo – e eu acredito que seja a pior das hipóteses – para terminar um recado,um e-mail; utilizando o "eu te amo" como se fosse uma despedida.
Sou do tempo em que, “eu te amo” era dito por casais verdadeiramente apaixonados. Essa frase não era pensada, era apenas sentida, quase dita pelo coração. O “eu te amo” era dito para a mãe, naquele dia das mães especial, no aniversario dela ou num momento muito importante para os dois. Dizer eu te amo dava certo medo, receio de se despir da máscara e deixar transparecer o verdadeiro sentimento. Esse medo proporcionava um prazer enorme, tanto para quem dizia quanto para quem ouvia, era um momento mágico, simples e único. Não tem como explicar a verdadeira magia de se ouvir ou dizer “eu te amo” naqueles tempos.
Perdeu-se o medo, perdeu-se o receio, perdeu-se a magia. Vemos uma geração que diz “eu te amo”, mas não sente o verdadeiro amor. O verdadeiro prazer de pronunciar esse sentimento se perdeu, e agora o meu receio é que esse prazer desapareça,dando lugar a futilidade do amor contemporâneo.Um amor vazio,sem sginificado,sem sentido,sem sentimento,sem AMOR.
Thalita Oliveira e Fred Castro
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
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