sábado, 10 de janeiro de 2009
Um mal necessário?
Um ano todo de trabalho será colocado em prova sem direito a uma segunda chance. Um fracasso naquele momento será uma frustração incrível para o estudante e para os pais. A família espera muito desse jovem, que muitas vezes não tem certeza de que aquele curso que escolheu é o que quer realmente. Ele não pode decepcionar seus pais afinal eles só querem para seu filho o que não tiveram, projetam as vontades de suas vidas na vida daquela pessoa, que mal acabou de sair infância.
O estudante conhece sabe bem de matemática, domina as formulas de física, conhece a historia do Brasil, quase decorou vários livros da literatura brasileira e entende como ninguém as formulas de química. Mas não sabe o que esperar do curso que escolheu. São tantos concorrentes, tantas pessoas que estudaram tanto ou mais que ele, mas alguém tem que passar e porque não pode ser ele?
O vestibular é um modo de seleção ingrato, uma forma desleal de escolha, mas qual outra forma pode ser melhor? O curto tempo para a seleção e o alto custo de uma forma mais detalhada e justa de escolha dos estudantes são os argumentos para a manutenção desse modelo de concurso que no final consegue cumprir bem seu papel de selecionar as próximas cabeças pensantes do Brasil, mesmo os candidatos não tendo idéia do que lhes aguarda na tão sonhada universidade.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
O sumiço do Papai Noel
Mas mesmo assim alguma coisa diferente ainda paira no ar, um sentimento de esperança em dias melhores, uma alegria súbita, sem motivo aparente. Uma gentileza nunca antes vista, como que quisessem reparar a falta do bom velhinho. Então as pessoas passam a dar “bom dia” umas a outras de coração. As crianças pobres são notadas e como se as pessoas quisessem substituir algo que elas nunca tiveram dão à atenção e o carinho que os pais correndo para sobreviver com o pouco que ganham não podem dar, e alguns brinquedos também. As lojas que antes procuravam o lucro gordo nessa época transferem um pouco do muito que ganham para instituições de caridade. Instituições essas criadas para amparar aqueles mendigos que não recebem mais esmolas gordas nessa época, então ao invés de esmolas dão ajuda.
Enquanto isso Papai Noel fuma seu cachimbo em uma cabana escondida no pólo norte. E fica feliz quando um duende lhe diz o que está acontecendo. O verdadeiro espírito de natal foi lembrado, seu sumiço deu algum resultado. E pensa “agora já posso voltar ao meu trabalho, as pessoas já entenderam o que é o natal”.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Bons e maus momentos
Desconfie da pessoa que trata o gerente do banco com cortesia, mas é grosseiro com a garçonete do bar da esquina . Essa pessoa não deve ter uma boa educação. Fique de olho aberto com aquele que diz bom dia ao chefe no trabalho, mas não da um sorriso ao porteiro. Não esqueça do que apanha um papel no chão para o sócio, mas é incapaz deixar uma gravida se sentar no ónibus cheio. Essas pessoas tem uma chance imensa de ter seus maus momentos sobrepostos sobre os bons.
Ficar perto de pessoas assim pode não ser muito legal. Talvez ele seja gentil com você, mas nesse caso terá interesse em alguma coisa, e quando conseguir vai ser o mesmo grosseiro de sempre. Se não for gentil você já sabe o que pode esperar, uma má resposta a qualquer hora. Mas desconfie quando ele, o grosseirão lhe fizer uma gentileza, ela poderá ser cobrada depois.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
O discordia do trote
terça-feira, 18 de novembro de 2008
O principal argumento do senador para tal medida é que a proibição da meia entrada nos dias de maior movimento, diminuiria o preço do ingresso e facilitaria o acesso da população a cultura. Mas no projeto encaminhado ao senado não tem nenhum artificio que garantiria essa diminuição dos preços. O senador julga que os empresários da cultura, diminuiriam os preços das entradas simplesmente porque não precisa mais compensar possíveis perdas com o valor da meia-entrada. Mas ele esquece(será mesmo que esquece?) que quanto maior o preço das entradas mais os empresários ganham. E qual o objetivo deles, levar cultura ao povo ou lucrar com o divertimento?
Outro ponto no minimo duvidoso é a exclusividade dado a UNE para a emissão das carteirinhas. Isso pra mim se chama monopólio, exclusão da livre concorrência. Não há nenhum linha que regulamenta ou proíbe a cobrança dessas carteirinhas,então a UNE cobraria o valor que bem quisesse, cenário perfeito para o desvio de verbas e enriquecimento ilícito. Visto que a UNE a tempos não representa mais os estudantes como foi no passado.
Os estudantes estão prestes a receber um duro golpe com essa mudança na lei. Os politico estão prestes a ganhar uma nova forma de desvio de verbas. Qual será o resultado dessa votação? Eu tenho meu palpite já que quem vota são os senadores, politico por formação. Depois disso tudo cabe aos estudantes criarem o habito de irem ao cinema nas segundas ou terças, pois nesses dias é que o preço dos ingressos seria acessível a eles.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Falam-se amor e só
São casais que se julgam apaixonados,que amam e desamam com uma facilidade incrível,chega a ser assustadora de tão rápida. São amigos em sites de relacionamentos que trocam juras de amor eternas sem ao menos sentir de fato esse amor. Essas juras são feitas porque é bonito, porque todo mundo diz ou até mesmo – e eu acredito que seja a pior das hipóteses – para terminar um recado,um e-mail; utilizando o "eu te amo" como se fosse uma despedida.
Sou do tempo em que, “eu te amo” era dito por casais verdadeiramente apaixonados. Essa frase não era pensada, era apenas sentida, quase dita pelo coração. O “eu te amo” era dito para a mãe, naquele dia das mães especial, no aniversario dela ou num momento muito importante para os dois. Dizer eu te amo dava certo medo, receio de se despir da máscara e deixar transparecer o verdadeiro sentimento. Esse medo proporcionava um prazer enorme, tanto para quem dizia quanto para quem ouvia, era um momento mágico, simples e único. Não tem como explicar a verdadeira magia de se ouvir ou dizer “eu te amo” naqueles tempos.
Perdeu-se o medo, perdeu-se o receio, perdeu-se a magia. Vemos uma geração que diz “eu te amo”, mas não sente o verdadeiro amor. O verdadeiro prazer de pronunciar esse sentimento se perdeu, e agora o meu receio é que esse prazer desapareça,dando lugar a futilidade do amor contemporâneo.Um amor vazio,sem sginificado,sem sentido,sem sentimento,sem AMOR.
Thalita Oliveira e Fred Castro
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Caça-niqueis X Eternos idolos
Quem duvida que esses incríveis jogadores ja receberam propostas milionárias para jogar em clubes da Europa. Imagina o apelo publicitário que um goleiro que faria incontáveis gols de falta num campeonato europeu teria. Mas ele preferiu se tornar idolo eterno de uma torcida brasileira a ganhar um pouco mais de dinheiro.Ou que clube não gostaria de ter o goleiro titular da seleção brasileira pentacampeã, mas Marcos preferiu ficar e jogar no Palmeiras, resultado, hoje um dos maiores ídolos palmerenses, um jogador que deixa visivel o amor e o prazer que tem em jogar pelo seu clube.
E quantos desses jogadores caça-niqueis podem chamar algum clube de seu? Carlos Alberto hoje jogador do Botafogo, revelado pelo Fluminense, ja jogou pelo São Paulo, e vai saber mais aonde, não há duvida que é um excelente jogador, mas qual torcida vai se lembrar daquele titulo que ele levou nas costas? Acho que até hoje nenhuma. É o mesmo caso do Roger, jogador com um toque de bola invejável, ja jogou pelos dois clubes de maior torcida no Brasil, mas quem pede sua volta? E tantos outros jogadores que são lembrados por onde quer que passem, mas apenas lembrados, sem saudade.
Mas pior mesmo é o jogador que começa a fazer historia e se deixa corromper pelo dinheiro. Marcinho, jogador mediano, artilheiro e lider do campeonato Brasileiro, se tornando idolo na maior torcida do Brasil a massa rubro-negra.E essa historia acaba com uma mala de petrodolares em cima da mesa e alguns dígitos a mais em sua conta bancaria. Mas daqui a vinte anos ninguem vai se lembrar com saudade do Marcinho, artilheiro e Campeão brasileiro pelo Flamengo em 2008, porque esse Marcinho não existiui
Talvez daqui a algum tempo Marcinho, Roger, Carlos Alberto e outros jogadores,lembrem de historia que poderiam ter acontecido, das voltas olimpicas que poderiam ter dado e das placas e homenagens das torcidas que poderiam ter recebido, dentro de seus carros luxuosos ou em seus quartos em incriveis mansões. Enquanto Marcos e Rogerio Ceni continuem tendo seus nomes gritados em estadios. Talvez os eternos idolos sejam uma raça em extinção. Mas eu prefiro eles aos caça-niqueis.
